Juros baixos e o rally das bolsas

Como prevíamos, sem alta de juros e sem grandes perspectivas para sua ocorrência num futuro próximo. Os mais recentes sinais de inflação em queda, principalmente em alimentos deu ao BC o argumento necessário para manter os juros baixos sem temer o descumprimento das metas inflacionárias de 2013.

Obviamente, essa esperança de queda de preços demanda uma fé inesgotável de que a questão climática não repetirá os eventos de seca dos últimos dois anos e que a falta das quebras de safra aliviem no bolso, principalmente nas medidas de preços brasileiras, altamente carregadas do item.

Independente do cenário, o investimento em renda fixa no Brasil perde aquele brilho falso que mantinha no passado, onde a surrealidade do crédito caríssimo e dos rendimentos fáceis travaram de maneira impar os investimentos neste país por muitos anos.

O que resta agora é um reajuste do ponto de vista dos investidores e uma diversificação maior na busca por uma nova série de ativos que podem gerar ganhos. E apesar da recente melhora, a bolsa de valores local ainda é uma aposta arriscada devido à recente redução de volume, principalmente de capital estrangeiro.

No mercado internacional, estamos declaradamente em um rally de alta no mercado financeiro e surpreendentemente, o mercado acionário ainda não está caro o suficiente para deflagrar uma realização de lucros, não ao menos no curto prazo.

O mercado de bônus está inchado e mesmo assim, o leilão bem sucedido de títulos espanhóis com vencimento em 10 anos abaixo de 5% mostra que o sentimento positivo tem atingido o mercado como um todo. Apesar deste sinal de confiança, a Espanha amarga uma recessão e um desemprego de 26,2% na população geral e de 55% da população jovem, ou seja, um recém egresso da faculdade tem menos que uma chance em duas de arrumar emprego.

Mesmo assim, os investidores tem desde motivos para se animar até motivos para se deprimir, como mostramos anteontem no artigo “cenários para um mundo turbulento”. Caso permaneça nessa toada, a tendência é mesmo da ocorrência de um cenário centralizado, porém devo lembrar que ele facilmente divide sua probabilidade de ocorrência muito mais com o negativo do que com o positivo.

Independente de tudo, a atenção deve continuar cerrada nos indicadores econômicos, principalmente americanos, pois são exatamente eles que tem sustentado essa mudança de humor dos investidores e dado base para as altas frequentes nas bolsas de valores.

Hoje mesmo a agenda está repleta e se confirmadas as projeções, mais uma série positiva de indicadores pode ser divulgada. Somente atenção aos dados de produtividade nos EUA, pois um indicador negativo não é ruim, significa que houve elevação dos custos de mão de obra devido à maior demanda por novos empregados.

Um bom dia a todos.

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