Reforma tributária – O Sonho Distante

A manutenção da redução do IPI sobre os automóveis anunciada pelo governo é a renovação de uma solução paliativa de curto prazo, com impactos limitados em termos de demanda e mais ainda em termos de inflação.

Por mais uma vez, a questão tributária no Brasil não deixa o discurso, enquanto recursos pontuais causam renúncias fiscais e redução de arrecadação do governo.

O erro é considerar um ônus politico muito grande querer enfrentar a questão em qualquer momento, principalmente com uma possível choradeira de estados e municípios.

Já foi provado na prática que a redução e racionalização de impostos acaba por elevar sua arrecadação ao invés de promover perda de receita, como os governantes gostam de citar.

A adoção do Imposto sobre Valor Agregado e expo-lo no varejo seria um dos principais avanços que o governo necessita neste momento para tentar enfrentar uma inflação que insiste em se manter alta e uma atividade econômica que insiste em se manter baixa.

Porém, está difícil que a retórica seja deixada de lado e o governo tome a frente de tal evento. A matemática não é simples, mas uma reforma tributária elevaria em muito a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, mais do que o câmbio.

Com a redução do custo de bens, o impacto inflacionário negativo seria de longo prazo e compensaria a elevação na demanda, causada pela queda de preço de produtos finais.

Com o fronte local e internacional mais competitivo, a indústria local geraria ainda mais emprego e renda e se tornaria menos suscetível às importações e às flutuações da economia internacional.

Esta mesma reforma reduziria o risco regulatório e os recursos estrangeiros retornariam ao país com maior fluidez, principalmente no Investimento Externo Direto.

A desburocratização da coleta e redução das alíquotas de impostos faria com que a sonegação se tornasse mais onerosa do que a arrecadação, em mais um ponto positivo para a reformulação de impostos no Brasil.

Obviamente, o panorama acima seria de melhor dos casos, com contribuição dos legisladores, através de uma reforma positiva e de uma melhora na atividade econômica. 

Porém, com a “engenharia financeira” atual, é difícil encontrar um ponto que não seja positivo para que a reforma ocorra. Se existe, gostaria de saber qual é.

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Jason Vieira é o Editor-Chefe e Diretor Geral da MoneYou e executivo sênior da X-Infinity Invest. Com mais de 20 anos de mercado, já ocupou cargos de estrategista, CIO, economista-chefe e analista internacional em instituições como Apregoa.com, UpTrend Advisors, GRC Visão, KGP, CM Capital Markets, Sanwa Bank, CLSA, JP Morgan, Santander, entre outras. Economista formado pela Universidade Mackenzie, possui diversas extensões de mercado financeiro e economia, com forte foco internacional.
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