Índice do atacado apresenta menor inflação nos EUA; Vendas aos varejo caem

Bureau of Labor Statistics (BLS) acabou de divulgar a inflação ao atacado  nos EUA, o PPI (Producer Prices Index) o qual apresentou queda de 0,6% no índice cheio e 0,2% no núcleo (Proj. mercado: -0,2%; 0,2% (core)), o que evidencia menor pressão de demanda nos índices de preços, com a queda do custo de energia, com -3,4% em março e 1,1% no ano. Aos 2,1% aa, a medida de núcleo se encontra dentro da zona de conforto de 2,4% aa. 

Este movimento é em partes conseqüência da elevação dos estoques de petróleo e redução da especulação em commodities, com queda de 6,8% no mês no índice do gasolina.  Bens intermediários apresentaram queda de 0,8% de em março, após alta de 1,2% em fevereiro. Alimentação reverte  a contribuição neutra, agora com alta de 0,1%, tendência que pode permanecer ainda presente no indicador no próximo mês devido à continuidade do frio. Com esta queda, a inflação continua mais do que controlada nos EUA. 

Abaixo das expectativas, o resultado de vendas ao varejo nos EUA reverte o ritmo de ganho dos últimos três meses, com queda no índice cheio de 0,4% (proj.: 0,1% e 1% no resultado anterior revisado para baixo); excluso veículos a queda foi de 0,4% (proj.: 0,1% e 1% no resultado anterior); e ao se excluir gasolina e veículos, -0,1% (proj.: 0,5%), onde se registrou uma alta de 0,4% na medida anterior. As vendas ao varejo como um todo reverteram os ganhos, após 3 meses de alta consecutiva.

Na margem, postos de gasolina paresentaram a pior contribuição, com queda de 2,2%, seguido de eletrônicos -1,6% e lojas no geral, -1,2%. O resultado abaixo das expectativas se explica em partes devido à manutenção do frio mais intenso, mesmo com a chegada da primavera no hemisfério norte. Comparativamente ao mês de março do ano passado, os indicadores apresentaram alta, com exceção de vendas em lojas (-4,9%). O índice geral apresentou alta de 2,8%

Com inflação e vendas baixas nos EUA, o Federal Reserve tem uma enorme zona do conforto para manter os programas de forte liquidez ativos.

 DRIVERS DE MERCADO FINANCEIRO 

JUROS: (NEUTRO) Inflação baixa nos EUA podem se traduzir como alívio no dólar e conseqüentemente, menor pressão inflacionária global e local. O ainda mercado mira as declarações do governo; 

DÓLAR: (BAIXA) A tendência para o câmbio é de valorização do Real frente ao dólar com resposta a indicadores econômicos nos EUA; 

BOLSA: (BAIXA) Sinais de atividade econômica desaquecida não são bem recebidos pelo mercado financeiro e pelas bolsas de valores. Porém, o mercado hoje mira os resultados de balanços.